O Jackass do passado

Quem assiste ao Pânico na TV percebe que as brincadeiras muitas vezes são inspiradas nos filme e série Jackass. Mas quem inspirou os malucos norte-americanos a fazerem tantas bizarrices? A resposta parece ser os “Meus Caros Amigos”, um filme italiano da década de 70, que com  tanto sucesso que teve mais duas seqüências.

Conhecido como "o rei da comédia italiana", o diretor Mario Monicelli dirigiu está irreverente e engraçadíssima história sobre velhos amigos de escola. Através do jornalista e narrador Giorgio Perozzi, conhecemos o cotidiano de cinco cinqüentões que adoram pregar peças e passar trotes em quem se atreve a passar na frente deles. Os efeitos sonoros são toscos e não há nenhuma agressão, só uma brincadeira com os desavisados. A cena clássica do primeiro filme você pode no fim do post.

Com o sucesso, alguns anos depois o quarteto se reuniu novamente para “Meus Caros Amigos 2 – O quarteto irreverente” onde eles conseguem inclusive estragar a Via Crucis, primeiro “batendo” e “atirando pedras” na pessoa que interpreta Jesus, só para ele ir mais rápido. Para fechar com chave de ouro, eles acabam derrubando a cruz com Jesus nela. Ok, concordo que é pegar pesado demais, mas é algo totalmente inesperado que chega a ser engraçado. Muitos consideram este o melhor da série.

A última seqüência é “Meus Caros Amigos 3”. Nesta terceira parte, Lello Mascetti é hospitalizado em uma clínica geriátrica. Um lugar que certamente conhecerá o humor do quarteto. Depois de algumas piadas, os velhos amigos decidem que é hora de divertir os “hóspedes”. Então #ficaadica para quem quer ver uma comédia antiga e engraçada. Talvez os mais jovens não gostem, mas os pais e avós certamente vão curtir.



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Análise non-sense de letras musicais: Train - Drops of JupiterPor Uriel Gonçalves às 23:36 em 16 de mai de 2011

A primeira daquelas análises onde nada mais importa a não ser o non-sense de cada frase, verso, estrofe, refrão onde músicos colocam o que melhor encaixar, mesmo que não faça sentido algum. Ou realmente aquele sentimento momentâneo que passa pelo coraçãozinho de cada um pelo menos uma vez na vida.

E a primeira música sai da época em que Sandy & Junior ainda eram um só: Drops of Jupiter, do Train. Sim, o mesmo do Hey, Soul Sister. Não, eles não tem só essa música, gente.

Nada melhor que uma baladinha pra começar com essa pouca vergonha aqui, né? O clipe e a batidinha de início dão sinais de que vai ser mais uma daquelas musiquinhas mela-cueca que tanto amamos quando estamos na fossa, right? WRONG! A letra é completamente sobre outra coisa, queridos gafanhotos, tá nem tanto. Mas ao menos ela é felizinha :) ou deveria ser, na cabeça do Patrick Monahan.

Feita basicamente para os apaixonadinhos de plantão, Train conta a historia de uma menina que foi dar uma banda pela Via-Láctea, fácil assim. Tá, não é bem isso.

A guria, que parece fazer com que nosso personagem principal tenha uma visão ambígua das coisas, como podemos ver nos versos “she acts like summer and walks like rain” e “she listens like spring and she talks like june”, dá a impressão de ter saído de órbita apenas para dar um tempo para si mesmo e está voltando para o mundo real, deixando nosso queridinho com a cabeça nas nuvens querendo saber todas as novidades.


 Enquanto isso o nosso personagem se pergunta insistentemente se ela sentiu falta dele, enquanto estava tentando se encontrar.

“and did you miss me while you’re looking for yourself out there?”.

Logo depois do refrão ele mostra que ela amadureceu nessa tentativa de se reencontrar, e por isso ele sente medo que seja visto por ela como um qualquer.

“now that she’s back from that soul vacation, tracing her way through the constellation” e “I’m afraid that she might think of me as a plain old jane told a story about a man who was too afraid to fly so he never did land”.

A impressão que o novo refrão passa é realmente a de dúvida, levantando a questão de que ela encontrou tudo que queria enquanto estava fora, sem sentir falta do nosso personagem principal.

“and tell me did Venus blow your mind? Was it everything you wanted to find? and did you miss me while you’re looking for yourself out there?”

E para acabar de vez com essas dúvidas, nosso personagem aborda muitas questões existenciais, sobre não existir amor, orgulho ou frango frito. Nem primeira dança, nem conversas de cinco horas no telefone e nem… ele.

“can you imagine no love, pride, deep, fried chicken, your best friend always sticking up for you, even when I know you’re wrong? Can you imagine no first dance, freeze dried romance, 5 hour phone conversation, the best soy latte that you ever had and… me?”

O relacionamento deles parece aparecer apenas nesta estrofe anterior, quando ele fala que a apoiaria, mesmo sabendo que ela está errada. Será apenas amizade? Quantas pessoas não fariam isso por aquela amiga especial? Para encerrar ele quer saber se ela se apaixonou por algo e se ela se sentiu muito sozinha enquanto estava isolada tentando se reencontrar.

“Tell me did you fall for a shooting star, one without a permanent scar and are you lonely looking for yourself out there?”
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Dica – Across the UniversePor Germano Beskow às 14:18 em 14 de mai de 2011

A dica de filme (musical na verdade) não é nenhuma novidade, o filme foi lançado há mais ou menos quatro anos e é mais um item para a lista de coisas para ver antes de morrer. Across the Universe agrada tanto pela trilha dos Beatles, quanto pela história.

O filme não poderia começar em outro lugar se não fosse Liverpool na Inglaterra, onde mora Jude, interpretado por Jim Sturguess, que decide ir para os Estados Unidos encontrar seu pai. Chegando lá ele conhece Max e acaba se apaixonando por sua irmã Lucy (Evan Rachel Wood). Ela acaba se envolvendo em diversos movimentos, desde a psicodelia até protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque.

Algumas músicas interpretadas pelos atores do filme ficaram bastante conhecidas. A trilha inclui Helter Skelter, All My Loving, With A Little Help From My Friends, I Want To Hold Your Hand, Revolution, Hey Jude e Lucy In The Sky With Diamonds. O fato estranho envolvendo a trilha sonora, é que Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, talvez a música mais famosa do grupo, não foi incluida no set-list, o motivo você pode ver logo abaixo.

Curiosidades

- Os nomes de todos os personagens, assim como o título do filme, foram retirados de canções dos Beatles.

- 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção.

- Uma versão preliminar do roteiro previa a presença de um carcereiro chamado Sgt. Pepper, que seria perseguido pela Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, mas o personagem acabou descartado na versão final do roteiro.

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One Hit K.O - YellowcardPor Uriel Gonçalves às 00:24 em 9 de mai de 2011



História: O Yellowcard existe, oficialmente, desde 1995, quando Benjamin Harper conheceu Longineu Parsons III, mas foi apenas em 1997 que a banda fez o primeiro show, no Milk Bar, em Jacksonville, um clube que abrigava bandas que buscavam sucesso na região. A formação oficial da banda contava com Benjamin Harper, Longineu Parsons III, Ben Dobson, Warren Cooke, Sean Makin e Todd Clare. Da formação original, a banda conta apenas com Longineu e Sean Makin. O Yellowcard toca algo entre o rock alternativo e o pop punk, com o diferencial de ter um violinista no grupo.



Discografia: Midget Tossing (1997), Where We Stand (1999), One For The Kids (2001), Ocean Avenue (2003), Lights and Sounds (2006), Paper Wall (2007), When You're Through Thinking Say Yes (2011).

Four Hits and K.O: Way Away (2003), Ocan Avenue (2003), Only One (2004), Lights and Sounds (2006). 

Curiosidades: O nome Yellowcard surgiu por causa das festas que os integrantes iniciais faziam em suas casas, que servia como uma advertência para quem quebrasse alguma coisa, bebesse demais ou fizesse qualquer coisa estúpida, bem estilo cartão amarelo mesmo. E se a coisa se repetisse, a pessoa era expulsa da festa. Outra coisa interessante é que depois do primeiro show, em Jacksonville, a banda perguntou para Jason, dono do Milk Bar, se eles seriam pagos, ele tirou 20 dólares da caixa registradora e falou que eles nunca mais iam tocar um show para ele. Após o disco Paper Walls, surgiram boatos de que a banda acabaria e seria formada a Soundwave. Apenas boatos.

Opinião: Para mim Yellowcard foi uma das melhores bandas que surgiu com tudo em 2003, com o single Way Away, a mistura do riffs fortes com o solo do violino davam todo um toque especial para a banda, tanto que Only One foi a música que eu usei para entrar na minha formatura do ensino médio, por achar genial. Acho que as muitas trocas de integrantes fizeram com que a banda perdesse um pouco a pegada e o atual vocalista Ryan Key é muito inferior ao Benjamin Harper, tanto que o álbum Lights and Sounds foi muito menos vendido e do Paper Walls saiu apenas um single comercial. E assim a banda caiu no esquecimento. Infelizmente. Acho que a única vez que eles se apresentaram no Brasil, foi em outubro de 2007, para mais de 40 mil pessoas em São Paulo.

Nota: 7



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Feliz Dia das MãesPor Germano Beskow às 15:38 em 8 de mai de 2011

Lembrar do dia das mães é algo muito fácil. Segundo domingo de maio, uma data praticamente impossível de não lembrar. Agora quando o assunto são músicas para mães, as coisas ficam um pouco mais complicadas. Acho que os músicos não se lembram delas num momento desses, ou então não rimam. Mas como o DeGaragem é um blog muito legal e informativo, aqui vão dicas de músicas para este dia tão especial. Há algumas outras, mas selecionamos só aquelas que ela deve gostar. Tem pra música pra todos os estilos e épocas.

Thank You Mom (Good Charlotte) – Uma música que traduz tudo aquilo que um filho deve falar. Fugindo um pouco do som pesado, o grupo consegue agradar até as mães não roqueiras. Mesmo sendo um som "familiar", o grupo não deixa de agradar os seus fãs.



Mom (Earth, Wind And Fire) – As mães que viveram os anos 70 e 80 provavelmente conhecem o grupo, se ela não souber, é aquele mesmo que canta Fantasy. Entretanto, a música Mom, não figura entra as mais populares do grupo.



Lady Laura (Roberto Carlos) – Posso cometer um grande engano, mas Lady Laura tem tudo para ser o hino das mães. Numa música que emociona qualquer mãe e filho, o rei traduz em versos simples tudo o que um filho pode querer.



Mãe (Fábio JR.) – O cara que cantou uma homenagem aos pais, também homenageia as mães com esta música. Não é falta de conhecimento ou palavras, mas a mensagem da música é igual aos dos outros grupos.



O ditado popular diz que nem tudo são flores. Para as músicas vale o mesmo. Infelizmente existem mais músicos e compositores que odeiam elas, cantando um hino contra elas em diversas canções. Como o dia é de festa, não vamos adiante com Cristo.

Feliz Dia das Mães. E mande sua mãe ler esse post, garanto que ela vai gostar.
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Cenozóica – Eric Clapton vem aíPor Germano Beskow às 19:37 em 30 de abr de 2011

Jimi Hendrix já morreu. Eddie Van Halen está “aposentado”. Resta então ao britânico Eric Clapton o posto de “deus da guitarra”. Aos 66 anos, o músico retorna ao Brasil neste ano para três shows.

Assim como qualquer grupo britânico, Clapton começou sua carreira nos pubs londrinos. Na década de 60, ficou à sombra dos Beatles com os Yardbirds, juntamente com Jimmy Page e Jeff Beck. Com o fim do grupo poucos anos depois, Jimmy Page saiu para formar juntamente com Robert Plant o Led Zeppelin. Jeff Beck partiu em carreira solo. Eric Clapton mudou de gênero e migrou para o blues, formando o Cream. A mudança funcionou, e então surgiram os sucessos Crossroads e Sunshine of Your Love.

Pouco tempo depois a carreira de Clatpon passava novamente por mudanças. Em 1970 teve início sua “carreira solo”, no grupo chamado Derek and the Dominos. Entretanto, a morte prematura de Duane Allman forçou o fim do grupo. Do grupo, ficou o hit Layla, uma música “dor de corno” feita por Clapton para seu amor Pattie Boyd.



As drogas e o álcool perseguiram o músico por um tempo, entretanto não afetaram sua genialidade. A morte do filho Conor, aos 11 anos, caindo do 14º andar do prédio onde morava, parece ter feito Clapton se curar de todos os problemas. Na música Tears in Heaven, uma homenagem ao filho, é perceptível a dor do cantor. Seu grande retorno veio no MTV Unplugged, gravado em 1993.

O músico vem ao Brasil em outubro deste ano para três show: 6 de outubro em Porto Alegre, 9 de outubro no Rio e 12 de outubro em São Paulo. Na turnê, os fãs poderão conferir seu novo trabalho e também os clássicos citados e alguns outros, como Wonderful Tonight, a regravação de I Shot the Sheriff, de Bob Marley, Cocaine e muitos outros. Todas as informações sobre ingressos podem ser conferidas no site http://www.livepass.com.br/

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Um casamento real na ficçãoPor Uriel Gonçalves às 14:51 em 29 de abr de 2011

Amarra o controle remoto na cadeira porque hoje tem casamento na novela e eu não posso perder!  Casamentos, há os casamentos! Desde que Deus entendeu que não era bom que Adão vivesse sozinho e criou Eva para ele, que as pessoas resolveram replicar a primeira união e se casam, desde então tem sido assim...

Como o assunto do momento é o casamento real e suas ramificações, como: quem fez o vestido, ela estava de esmalte ou não além da cópias do anel de noivado se espalhando pelos camelódromos brasileiros, vamos então falar de... de... Casamentos em novelas!

Essa cena é clássica!

Toda obra que se preze apresenta, em duas partes, o casamento com eterno final feliz. Pode ser no último capítulo ou no meio da trama. Contudo, se for no meio corre o risco de ele, ou ser com a pessoa errada, ou acabar antes do final.

Os casamentos em telenovelas envolvem uma dezena de coisas:

Ele pode ser armado: neste caso, a vilã roubou o amor da mocinha, geralmente sedando ele e forjando uma cena de sexo para que a pobre moça indefesa pegue em flagrante.

Ele pode ser por dinheiro: o noivo é rico e alguma moça esperta resolve aplicar o golpe do baú.

Ele pode ser arranjado: isso acontece em novelas de época ou temáticas, como as da Glória Perez.

Ele pode - e é - cheio de clichês: Casamento em novela é exagerado, cheio de emoção. Sempre tem alguém que é contra o casamento e se tem a dúvida se essa pessoa vai aparecer na cerimônia. Os convidados sempre comentam algo fundamental durante a cerimônia e sempre, mas sempre, alguém chega depois da noiva e rouba a cena!

Querem ver? Vamos conferir alguns casamentos...

Casamento da Luciana em Viver a Vida


Casamento de Jacqueline e Thales em Ti-ti-ti


Casamento de Maya e Raj
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