14 de out de 2009

Entrevista Vera Loca


A banda Vera Loca existe há sete anos e carrega uma legião fiel de fãs pelo Rio Grande do Sul e adeptos pelo País. É quase impossível escutar um álbum desses roqueiros sem se deparar cantarolando suas músicas durante horas.

É como chiclete no sapato, com a diferença de que este grude não incomoda. É rock, pop, blues, gaúcho e nacional, feito por caras que gostam de mate, mas não dispensam uma boa cerveja.




A banda Vera Loca tem três álbuns lançados, o que mudou do “Meu Toca Discos se Matou” para o atual disco “Vera Loca III”?

Bom, quando gravamos o primeiro álbum, tínhamos aquela vontade louca de mostrar tudo de uma vez, era muita informação aliada ao êxtase de ter deixado tudo pela música... Respirávamos música 24 horas por dia em um apartamento minúsculo! Hoje, além do amadurecimento natural, tanto pessoal quanto musical, demos uma lapidada na psicodelia, (risos) hoje estamos bem mais tranquilos.

A maioria das pessoas conheceu a banda pelo hit Maria Lúcia, mas logo depois a banda saiu da mídia novamente, qual foi a produção do novo CD para a banda voltar às vitrines do cenário musical nacional?

Na realidade, a banda nunca parou de tocar em rádios do interior, mas realmente o nosso terceiro álbum tem nos levado a distâncias inacreditáveis. Isso é resultado de uma música forte, com um ótimo trabalho de produção e assessoria de imprensa, que não havia tido nos discos anteriores.

O que representa para a Vera Loca ter ganho prêmios no Festival de Cinevídeo de Gramado durante dois anos seguidos e ainda ter o novo videoclipe como uma febre do youtube?

Isso é muito bacana, uma honra. Devemos muito a todas as pessoas que nos apoiaram nessas conquistas. O pessoal de Santa Maria, Amarello Rodrigues e Bruno no Clipe de “As Coisas que eu te Disse Ontem” e o pessoal da ESPM que produziram “Por Causa do Calor” e o clipe “Borracho y Loco”, que em pouco tempo, no youtube, já chega perto de cem mil exibições. Temos que comemorar por esta música estar na boca da galera, nas rádios do sul do Brasil e em outras regiões também.


As bandas gaúchas não costumam ter muita visibilidade para fora do estado, e menos ainda para fora do país, essa turnê da Vera Loca para a Argentina é importante tanto para a banda quanto para o rock gaúcho. O que vocês pretendem mostrar aos hermanos?

Sempre ouvi muito rock argentino, e sem dúvida o nosso som tem um pé no rock deles. Tocar na Argentina sempre foi um sonho da banda, e pretendemos sim criar um vínculo por lá. Não é de hoje a idéia de gravar algumas músicas em espanhol... Quem sabe em breve não pinta algo do gênero? Estamos contando as horas para quebrar tudo lá.



O novo álbum da banda esteve na lista das dez melhores capas de discos brasileiros, eleitos pela revista época, ao lado de grandes da música nacional como Skank, Marcelo D2 e Lenine, este reconhecimento é bom para a banda, levando em consideração que só avaliaram a capa e não o conteúdo?

Claro que é bom, sinal que a capa tem importância no conjunto da obra. Quem não lembra da capa do Abbey Road dos Beatles? É uma embalagem de um baita produto. Mas devo confessar que conheço capas ótimas de discos brabinhos (risos).


Esse conceito de uma banda com “muita pegada rock e criatividade” não prejudica um pouco quando precisam gravar um novo álbum ou desenvolver e finalizar uma nova música? Não rola um desacordo entre os integrantes?

Não. Nós temos bem resolvido que somos uma banda, ou seja, todas as opiniões são importantes. Claro que quando há vários integrantes compondo, sempre alguma música vai ficar de fora do repertório. Mas isso até hoje não chegou a ser um problema, pelo contrário, para escolhermos as musicas do “Vera Loca III”, ficaram de fora músicas suficientes para gravar mais um disco. Sinal que estamos produzindo e isso é ótimo!


Existem muitas bandas surgindo atualmente, no mercado, com o rótulo emo, emocore ou derivados. Isso faz com que bandas novas de outros estilos sejam menos “paparicadas”. O que vocês acham disso?

Prefiro não comentar, cada um com seus problemas, quem faz rock não gosta de ser paparicado (risos). Isso é coisa de emo.


Essa história de bandas novas de rock, grunge, blues entre outros estilos serem menos procuradas por gravadoras e produtoras fazem com que o grupo mude o estilo pra se tornar mais conhecido. Essa mudança de personalidade musical pode afetar a banda de qual forma? Para vocês que já tem sete anos de carreira.

Jamais mudaríamos o estilo simplesmente para arrumar uma gravadora. Acredito na música da Vera Loca, acredito que fizemos um som de verdade. Somos uma banda independente e assim estamos conquistando muito mais do que conquistamos quando tínhamos um vínculo com uma gravadora. Só deixaríamos de ser independentes, se uma gravadora nos oferecesse condições reais de crescer, de mostrar o nosso som para um contingente ainda maior de pessoas, sem comprometer a personalidade musical da Vera.

De onde surgiu o nome da banda?

Quando estávamos gravando o primeiro disco, queríamos um nome novo pra a banda, e quando não havia mais tempo para esperar, pintou a idéia de homenagear a vizinha do apê de baixo, que tinha constantes “pitís”, com o barulho que vinha do nosso apê.


Para terminar, que recado vocês deixam para a vizinha Vera, se ela for ler.

Tudo de bom pra ela, bem distante. (risos)




3 comentários:

Pati disse...

Não conhecia essa banda até agora, vou dá uma olhadinha nos videos e vê se gosto!

14 de outubro de 2009 23:22
Diogo C. Scooby disse...

Cara que música boa , fantástica banda! No site deles da pra baixar os albuns, to baixando já pra conhecer mais!

http://www.veraloca.com/portal/php/discografia.php

Abraço!

15 de outubro de 2009 01:28
Gabi Fofonka disse...

Adoro eles! Mas gostei mais ainda de saber da onde surgiu o nome!
Eu tenho uma vizinha Vera, mas ela é Loca de legal! hehehe

beijo Uri

19 de outubro de 2009 11:47