22 de ago de 2009

Rock Talk - Qual o novo 27?


Por Paula Febbe

Fiz 26 anos há pouco tempo e tenho pensado muito sobre os grandes gênios da música que morreram aos 27.

Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison…

O engraçado é que há algum tempo atrás eu os via como adultos que viviam uma realidade muito distante da minha, até por causa da idade. Com o passar do tempo, ao invés de entender melhor tudo o que aconteceu com cada um deles, essa realidade começou a parecer ainda mais distante!

O “27″ deles simplesmente não se encaixa no que é o “27″ de hoje.

Parecem mais velhos do que eu, mais velhos do que meus amigos, mais velhos do que pais, mães, mais velhos até do que muitos velhos!

A sensação que paira é que estes gênios viveram e morreram em uma idade inexistente. Numa idade em que sempre serão mais velhos do que a gente, mas jovens o suficiente para retratar vitalidade, beleza e força, todas grandes características da juventude.

E hoje? O que está acontecendo com os jovens adultos de hoje em dia? Onde estão os gênios da nossa geração? Que idade, hoje em dia, corresponde ao “27″ de gerações anteriores?

A maioria parece bem mais preocupada com a aparência de seus atos, amores, textos, citações e o que chamam de “loucuras”, que na verdade acaba se tornando a vontade vazia de ser alguma coisa diferente. Acontece que na maioria das vezes essa “coisa diferente” falha e estas pessoas acabam se tornando uma cópia mal feita de uma colcha de retalhos de ídolos mal compreendidos.

Se hoje estamos nos tornando cada vez mais vazios, quem serão os ídolos da próxima geração? O que acontecerá quando os jovens de “20 e poucos anos” de hoje tiverem “40 e alguns anos” ?

Quero acreditar que o resgate de um passado ainda mais distante será inevitável. Nossos filhos ouvirão Nirvana, Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors…

Podemos até criar novos gênios e colocar o “27″ de volta ao lugar onde ele pertence. Não nas mentes suicidas de alguns de nossos gênios, mas em cada coisa feita por uma realidade real.

O que aconteceu?

Nossos “Woodstocks” fracassaram totalmente; nosso “Rock in Rio” é feito em Lisboa; nossos festivais de rock incluem bandas pop e nossas bandas de rock atuais são construídas pela Disney e usam anéis de uma virgindade mentirosa;

E a verdade era algo tão bonito…

Que o sofrimento seja sofrimento!

Que a alegria seja alegria!

Que a raiva seja raiva!

Que o amor seja amor!

Chega de viver uma vida de plástico com seres humanos que dão inveja a Barbies e Kens.

“Como nossos pais” … Realmente espero que tenhamos essa sorte!

1 comentários:

Um sujeito de várias facetas disse...

Olá, tudo jóia?

É verdade, os "27" daquela época não são os mesmos dos dias atuais.
Aliás, de lá pra cá muitas coisas mudaram.
Eles buscavam coisas utópicas, mas não desistiam de buscar.
E hoje, o que os jovens buscam, almejam?

literaturadisfarcada.blogspot.com/
Abraços...

22 de agosto de 2009 14:10